Economia brasileira acusa impacto da crise desde julho, diz estudo
Mar 31,2009 00:00 by admin
Um novo Índice de Evolução Econômica na América Latina apresentado hoje pela Universidade de Palermo, na Argentina, mostra que a economia brasileira acusa, desde julho de 2008, o impacto da crise global "pelo alto nível de globalização".

No entanto, o indicador aponta que, em dezembro, a economia melhorou um pouco, "impulsionada por uma melhor situação fiscal e pela recuperação parcial da Bolsa de Valores de São Paulo".


A Argentina também sentiu reflexos da crise na economia desde agosto devido aos problemas registrados em nível global e ao conflito entre o Governo e o campo, com "uma queda que interrompe o processo positivo iniciado em 2005".


O estudo revela que o Chile foi um dos primeiros países da região a sofrer "na carne" as consequências da crise financeira global, pois começou a mostrar uma certa desaceleração a partir do segundo trimestre de 2008.


Segundo a pesquisa, "só Colômbia e Uruguai obtiveram resultados positivos. O resto dos países mostram uma queda do indicador, sendo os mais afetados Brasil, Peru e Chile, curiosamente os três países com "investment grade" (com grau de investimento recomendado)", diz o relatório.


O índice do Equador em dezembro se manteve sem variações em relação ao mesmo mês de 2007, mas o relatório adverte de que "muitos conflitos internos e externos levaram a que este indicador mostre, a partir de agosto de 2008, um forte declínio".


O Peru conseguiu alcançar um indicador máximo em abril de 2008, mas, a partir desse momento, a crise financeira global atingiu totalmente seu sistema econômico e o índice caiu mais de 22%.


Já a Venezuela registrou uma forte contração no índice entre novembro de 2007 e junho do ano passado, e passou a mostrar uma "certa recuperação" até outubro, quando o preço do petróleo começou a cair.


Para ser elaborado, o Índice de Evolução Econômica na América Latina levou em conta variáveis sobre a evolução da atividade econômica, os preços, o setor externo, o setor público, os bancos e a bolsa de valores. EFE