header Início | Página inicial | Adicionar em favoritos |
Pesquisar Notícias   Pesquisa Avançada »
-
Seções
Pesquisar por Dia
Sa Do
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Notícias em seu Email
Assinar Boletim:

Votação: SPED
Você já se sente seguro para repasssar as informações sobre SPED para seus clientes?
Sim, tenho bastante informações
Vou me preocupar com isso este ano
Estou buscando maiores informações
Ainda conheço pouco do assunto
Resultados de votação | Votações Anteriores

email Recomendar a um amigo | print Imprimir | comment Comentarios (0 publicado)

Contribuintes reclamam que Fisco dificulta acesso a autos

  Março 25,2009

image
Além da constante reclamação contra a alta carga tributária brasileira, advogados agora queixam-se que o Fisco estaria violando o direito a ampla defesa, garantido pela Constituição Federal. A advogado Daniela Ribeiro de Gusmão, do TozziniFreire Advogados e presidente da Comissão de Assuntos Tributários da secional carioca da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), afirma que tanto advogados quanto contribuintes têm apresentado diversas reclamações neste sentido, nas esferas federal, municipais e estaduais.

Uma dessas queixas é contra uma regra da chefia da assessoria jurídica da secretaria de estado de Fazenda do Rio de Janeiro, que veda o acesso à cópia do pareceres da representação da Fazenda nos autos de processos contencioso-tributário. Ou seja, as sustentações do Estado só são apresentadas ao contribuinte durante o julgamento. "Esta proibição impede que o advogado do contribuinte possa se preparar diante dos argumentos utilizados neste parecer", explica a advogada. "E só toma conhecimento do posicionamento do representante do Poder Público no dia do próprio julgamento da lide, o que é inconstitucional", completa Daniela Gusmão.

A advogada ainda destaca de atuar junto à Sétima Região Fiscal do Rio de Janeiro. Segundo ela, advogados costumam se queixar alegando que o exercício da profissão e da defesa tem sido regularmente dificultado em decorrência da aplicação dos dispositivos contidos na Portaria da Secretaria da Receita Federal (SRF) 523, de 27 de abril de 2007, que obriga o agendamento pela internet de serviços prestados pela própria secretaria. Um dos objetivos da Portaria seria o de reduzir as filas nos Centros de Atendimento ao Contribuinte (CACs) da Sétima Região Fiscal.

"Ocorre que o sistema de agendamentos de serviços pela internet vem sendo indevidamente exigido para a protocolização de peças processuais e igualmente para permitir a vista dos autos pelos contribuintes e advogados, o que, além de não encontrar previsão na Portaria, também configura cerceamento ao direito à ampla defesa e ao contraditório, ambos consagrados pela Carta Magna", afirma. De acordo com ela, há casos em que o acesso de advogados aos processos administrativos é limitado por um sistema de agendamento que não permite o acesso aos autos em menos de um mês da formalização do requerimento de vista, "o que culmina em violação ao artigo 7º da Lei 8.906/94".

Além disso, explica a advogada, a Portaria supõe que o contribuinte está ciente de que precisa agendar sua defesa, quando ela não deveria ser agendada, "já que se trata de uma obrigação". "A imposição de o contribuinte ter de programar sua defesa, correndo o risco de perder o prazo e ficar impedido de questionar uma eventual infração imposta pela Receita, comprova que o Fisco não tratou e nem teve acesso a verdade dos fatos porque não houve a devida defesa do contribuinte", diz.

De acordo com o presidente da Comissão de Assuntos Tributários da OAB-SP, Walter Cardoso Henrique, no estado de São Paulo, o contribuinte tem o direito à ampla defesa assegurado. "A Lei Complementar 939, de 3 de abril de 2003, protege o contribuinte contra o exercício abusivo do poder de fiscalizar", afirma.

Na cidade do Rio de Janeiro, há um projeto de Estatuto de Defesa do Contribuinte, elaborado pela Comissão de Assuntos Tributários da OAB-RJ e enviado à Câmara de Vereadores no início do ano, que reúne algumas propostas no sentido de garantir ao contribuinte direitos, como o de entender os autos de infração que eventualmente receba em audiência com agentes fiscais, bem como a criação de serviços gratuitos e permanentes de orientação e informação ao contribuinte.

O projeto ainda está em tramitação na Câmara, mas, segundo Daniela Gusmão, o objetivo é de que ele, após aprovado, possa ser levado para o âmbito estadual.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 11)(Andrezza Queiroga)

Gostou do artigo?

1 2 3 4 5 (total 0 votos)
comment Comentarios (0 publicado)
  
+ Lidas Hoje!
Últimos E-mails