header Início | Página inicial | Adicionar em favoritos |
Pesquisar Notícias   Pesquisa Avançada »
-
Seções
Pesquisar por Dia
Sa Do
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031

Notícias em seu Email
Assinar Boletim:

Votação: SPED
Você já se sente seguro para repasssar as informações sobre SPED para seus clientes?
Sim, tenho bastante informações
Vou me preocupar com isso este ano
Estou buscando maiores informações
Ainda conheço pouco do assunto
Resultados de votação | Votações Anteriores

email Recomendar a um amigo | print Imprimir | comment Comentarios (0 publicado)

Contabilidade deve integrar estratégias

  Dezembro 29,2008

image
Quando se fala em contador, em geral a primeira palavra que vem à cabeça do pequeno e médio empresário é imposto. A associação é feita automaticamente porque durante muitos anos a contabilidade teve como principal e praticamente único objetivo atender aos requisitos do fisco, sendo então uma área totalmente isolada dentro das companhias desse porte, sem responsabilidades estratégicas e ignorada nos processos de tomada de decisão. Segundo especialistas, essa visão deve começar a mudar em pouco tempo por conta das exigências do mercado competitivo.

"A contabilidade infelizmente não é usada como ferramenta de gestão. O pequeno e médio empresário ainda é muito amador nesse processo", define Ênio Pinto, gerente de atendimento individual do Sebrae. Segundo Pinto, alguns fatores contribuem para esse cenário, como a linguagem altamente técnica usada pelos contabilistas e o fato de os relatórios produzidos por eles não necessariamente refletirem a realidade contábil das empresas. "Muitos desses empresários ainda têm uma atuação informal e não tiram nota de tudo. Se utilizarem esses dados incorretos para tomar uma decisão, pode ser a decisão errada", analisa o gerente.

A contabilidade, se verdadeira, pode ser utilizada para formação de preços dos produtos ou serviços, por exemplo, ou indicar as estratégias e segmentos da empresa que estão indo bem ou precisam de mudanças.

A visão de Pinto sobre a falta de uso estratégico da contabilidade é compartilhada por Edimar Facco, sócio da área de auditoria da Deloitte. "No Brasil sempre houve a idéia de que a contabilidade é voltada ao fisco", concorda. Para o executivo, essa postura terá que mudar nos próximos anos por exigência do mercado. Fatores como rigidez dos bancos quanto a informações da empresa para disponibilização de crédito, que deve aumentar por conta da atual crise econômica, e a implementação do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), exigência do governo que visa uniformizar o processo de coleta de dados contábeis e fiscais, devem contribuir para essa mudança de visão, na opinião do executivo.

Apesar desses impulsionadores, a mudança cultural quanto ao uso estratégico dos dados contábeis ainda encontra um empecilho. Isso acontece porque a adoção das novidades citadas por Facco ainda não são vistas como algo que irá agregar vantagens ao negócio, e sim apenas como fonte de custos. "Atualmente as empresas ainda vêem a implementação dessas ferramentas como despesas e não como um benefício, por isso ainda vão postergar um pouco a implementação dessas facilidades", acredita Facco.

O executivo cita também outro fator que deve contribuir para o aumento da inclusão dos dados contábeis nas tomadas de decisão das empresas de pequeno e médio porte, que é a crescente implementação de sistemas de gestão como o Enterprise Resource Planning (ERP) nas companhias desse porte. Segundo ele, com a adoção desse tipo de software, é importante que os dados contábeis estejam inseridos nos sistemas e que sejam realistas.

Para mudar a mentalidade de contabilistas e gestores quanto ao uso dos dados contábeis, a aposta do Sebrae é promover cursos para mostrar a importância da contabilidade na gestão do negócio.

O curso voltado para os contabilistas, por exemplo, tem subsídio de 60% e deve começar a ser oferecido também na modalidade a distância a partir do segundo semestre de 2009. "Após ser capacitado, o profissional tem uma ferramenta na internet onde há uma rede de contato e troca de idéias entre contabilistas", explica Ivana Lima, coordenadora nacional do programa "Contabilizando o Sucesso", do Sebrae.

O curso, segundo Ivana, contempla todas as áreas de gestão da empresa, não só a contabilidade, para que o profissional possa ter uma visão mais ampla dos negócios e, assim, atuar também como um consultor, e não apenas executor das tarefas relacionadas à área contábil. A necessidade foi identificada em uma pesquisa feita pelo instituto Vox Populi a pedido do Sebrae, entre abril e junho de 2007, com mais de 14 mil empreendedores, que apontou que a maioria dos gestores de micro e pequenas empresas (42%) recorre ao contador quando tem problemas de gestão na empresa, mesmo que não sejam de ordem contábil. O objetivo é que os contabilistas possam atender essa demanda de forma estratégica.

Para realizar o curso, o Sebrae dá preferência para profissionais que tenham escritórios de contabilidade.

   

Gostou do artigo?

1 2 3 4 5 Rating: 5.00Rating: 5.00Rating: 5.00Rating: 5.00Rating: 5.00 (total 3 votos)
comment Comentarios (0 publicado)
  

Sucesso de vendas - Compre

+ Lidas Hoje!
Últimos E-mails