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Crescimento do PIB passa dos 6% e bate recorde histórico

  Dezembro 10,2008

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RIO - O aumento de 6,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 12 meses, até setembro de 2008, foi a maior taxa acumulada para 12 meses desde o início da série, em 1996, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE). A taxa acumulada em nove meses, de janeiro a setembro (6,4%), também é a maior para o período da série. Soma de todas as riquezas produzidas no País, o PIB cresceu 6,8% no terceiro trimestre de 2008 ante igual trimestre do ano passado e somou R$ 747,3 bilhões. Trata-se do maior aumento trimestral desde o segundo trimestre de 2004.

resultado do terceiro trimestre veio acima do teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (5,00% a 6,20%) e da mediana de 5,80%. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o PIB aumentou 1,8%, o maior aumento, ante trimestre imediatamente anterior, desde o segundo trimestre de 2005. Neste caso, as expectativas dos analistas variavam de 0,6% a 1,7%, com mediana de 1,30%. 

 

A taxa de investimento (FBCF/PIB) ficou em 20,4%, a maior para um terceiro trimestre apurada pelo IBGE desde o início da série, em 2000. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) - que sinaliza os investimentos - aumentou 19,7% no PIB do terceiro trimestre de 2008, ante igual trimestre do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, a FBCF registrou alta de 6,7%. 

 

Segundo a gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca Palis Rebeca, a expansão da FBCF foi puxada tanto pela produção e importação de máquinas e equipamentos, quanto pelo ótimo desempenho da construção civil. O crescimento da construção civil, de 11,7% no terceiro trimestre de 2008 ante igual período do ano passado - a maior expansão trimestral para o setor apurada pelo IBGE.

 

O cálculo do PIB leva em conta o acompanhamento de pesquisas setoriais que o próprio IBGE realiza ao longo do ano, em áreas como agricultura, indústria, construção civil e transporte. O indicador inclui tanto os gastos do governo quanto os das empresas e famílias. Mede também a riqueza produzida pelas exportações e as importações. 

 

Massa salarial impulsiona o PIB

 

Segundo Rebeca, mais do que o crédito, a forte expansão da massa salarial foi um dos principais impulsos para a aceleração do crescimento do PIB no terceiro trimestre. Segundo ela, a massa salarial real passou de uma expansão de 8,1% no segundo trimestre ante igual período do ano passado, para 10,6% no terceiro trimestre. "Mais que a continuidade do crescimento do crédito, chamou atenção o aumento da massa salarial, com expansão do emprego e do rendimento médio real", disse.

 

De acordo com Isabela, a massa salarial puxou o consumo familiar que, junto com os investimentos, impulsionou o PIB do terceiro trimestre. O consumo das famílias aumentou 7,3% no terceiro trimestre de 2008 ante igual trimestre do ano passado, a maior alta desde 1996. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve expansão de 2,8%.

 

Já o consumo do governo registrou crescimento de 6,4% no terceiro trimestre ante igual período de 2007 e aumentou 1,5% comparativamente ao segundo trimestre de 2008.

 

Indústria é destaque

 

O PIB da indústria cresceu 7,1% no terceiro trimestre de 2008 ante igual trimestre do ano passado. Trata-se da maior taxa de expansão desde o segundo trimestre de 2004, quando o PIB da indústria subiu 12,1%, segundo o IBGE. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, houve expansão de 2,6%.

 

Já o PIB da agropecuária registrou variação de 6,4% no terceiro trimestre ante igual período de 2007 e de 1,5% comparativamente ao trimestre imediatamente anterior. Ainda entre os setores pesquisados, o PIB dos Serviços registrou crescimento de 5,9% ante o terceiro trimestre do ano passado e aumento de 1,4% ante o segundo trimestre de 2008.

 

Importações disparam

 

As exportações aumentaram 2,0% no PIB do terceiro trimestre ante igual período do ano passado. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve queda de 0,6%. As importações aumentaram 22,8% ante igual trimestre do ano passado e 6,4% na comparação com o segundo trimestre de 2008.

 

Segundo Rebeca, a forte expansão das importações teve influência importante no resultado dos impostos sobre produtos (que incluem IPI, ICMS e imposto de importação). "O aumento dos impostos não se deve a uma mudança de alíquota, mas ao aumento do consumo de bens importados e também ao crescimento em segmentos que pagam muitos impostos, como automóveis e telefonia", explicou.

 

Os impostos sobre produtos registraram aumento de 10,1% no PIB no terceiro trimestre deste ano ante igual período do ano passado.

 

 

   

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